sábado, 20 de outubro de 2012

12 livros de Camilo Castelo Branco


Ilustração de Júlio Pomar
Ilustração de Júlio Pomar
DOZE livros de Camilo Castelo Branco, digitalizados a partir de edições que pertencem ao espólio da Biblioteca Nacional, estão a partir de hoje disponíveis no site do Diário de Notícias.
Estas obras podem ser lidas gratuitamente em qualquer computador pessoal que possua o programa Acrobat Reader (ou qualquer outro compatível com este formato) ou num tablet como, por exemplo, um iPad, utilizando para isso a aplicação iBooks. O formato de digitalização que escolhemos permite a pesquisa informática de palavras constantes no texto de Camilo mas apresenta ao leitor um facsimile de cada uma das páginas do original impresso. Esta solução contorna inevitáveis erros que o simples reconhecimento automático de caracteres iria provocar, garantindo-se assim a visualização correta da ortografia da época e o aspeto geral da tipografia da obra. Este trabalho da Biblioteca Nacional para o Diário de Notícias associa-se à semana promovida no Centro Cultural de Belém em torno dos 150 anos do "Amor de Perdição".
A programação de outras iniciativas, algumas com transmissão em direto nos sites do DN e do CCB, podem ser lidas clicando aqui.
(Ao clicar nos títulos abaixo irá abrir o livro automaticamente. Para o descarregar para o seu computador, utilize a função "Gravar" do Acrobat Reader ou clique com o botão direito do rato no link e escolha a opção "Guardar ligação...")

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

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 " Hundir las manos en el agua
      del tiempo. Ir al fondo
      mismo del futuro que pasa.
      Descender por sonidos
      que antes nadie escuchara,
      sabiendo que no existen
      la vida y la esperanza.
      Deshacer el ovillo
      dentro del alma
      desnudando a los mitos
      con un golpe de luz en la mirada.
      Vivir, por vivir hoy
       no por vivir mañana.
       Estar siempre en la punta
       de polvo de la espada.
       Beber despacio el tiempo
       - el nuestro y nuestra nada-.
       Acariciar de noche
       las estrellas mojadas.
       Y de día esos labios
       en que el dolor se para
       indicando que hay algo
       extraño que no pasa "

          Julia Uceda.


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domingo, 14 de outubro de 2012

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Francesca Woodman



















Francesca Woodman é uma fotógrafa conhecida pelos seus auto-retratos. Todos os seus trabalhos foram realizados num período de apenas alguns anos, entre 1972 e 1981, quando se suicidou, com 22 anos. Foi, apenas, após a sua morte que esta fotógrafa se tornou conhecida, atingindo um estatuto de culto.

As suas fotografias constituem-se, maioritariamente, de auto-retratos nos quais através da utilização de longas exposições, cria imagens surrealistas. Os cenários das suas fotografias são, frequentemente, salas de casas velhas, com paredes descascadas, espaços vazios nos quais se encena a si própria. Estes espaços remetem para o local onde Francesca cresceu com os seus pais, ambos artistas, numa velha quinta no Colorado.

O auto-retrato existe há séculos na arte. Na pintura, uma dos primeiros a distinguir-se pelos seus auto-retratos foi Albrecht Durer, a partir do final do século XV. Rembrandt e Van Gogh pintaram, também, auto-retratos que se tornaram famosos. Outros artistas, como Frida Kahlo, fizeram do auto-retrato uma parte significativa do seu trabalho. Na fotografia, foram muitos fotógrafos que viraram a câmara na para si próprios e para a sua vida, sobretudo a partir da segunda metade do século XX. Alguns nomes importantes nessa área foram, por exemplo, Larry Clark e Nan Goldin, que fotografaram o seu círculo de amigos, construindo um retrato de uma cultura da qual participavam e que estaria, de outro modo, vedado aos olhos de estranhos. Num outro registo, destaca-se Cindy Sherman que, através dos seus auto-retratos nos quais encarna certos estereótipos femininos, questiona o papel da mulher na sociedade.

Os auto-retratos de Francesca Woodman não pretendem nenhuma contextualização com o meio social envolvente. Pelo contrário, exprimem um mundo interior solitário através da representação do corpo. Com as suas fotografias, temos acesso a um imaginário pessoal e a um processo de busca individual.

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Vida Nova,
uma busca de realidade estética

Uma viagem rumo ao desconhecido
que deixa muito por resolver.
Uma aventura em tecno alma
que não podia vir mais a calhar.
As melhores coisas deste mundo
levam o seu tempo a arquitectar.

Viver em "Mood in D Minor"

porque escapar às malhas do vazio
e inventar o futuro com Amor
nunca foi um horizonte fácil.

(...aj c.)
Foto: Vida Nova,
uma busca de realidade estética

Uma viagem rumo ao desconhecido
que deixa muito por resolver.
Uma aventura em tecno alma
que não podia vir mais a calhar.
As melhores coisas deste mundo
levam o seu tempo a arquitectar.

Viver em "Mood in D Minor"

porque escapar às malhas do vazio
e inventar o futuro com Amor
nunca foi um horizonte fácil.

(...aj c.)

sábado, 13 de outubro de 2012


Pan STARRS and Nebulae

A single field from the world's most powerful survey instrument

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" PASEO VESPERTINO "


       Cuitas políticas con lectura de labios, animan las tertulias de una España que no se reconoce, sin rumbo.
   Abundan idiotez y maledicencia.

      Huidas y cuento.

    " Tú y yo, amor, a caballo, por las suaves
       laderas de un crepúsculo dorado
       que vira a negro, tú y yo, luces tibias
       frente a la oscuridad que va anegando
       esta parte del mundo, rienda suelta,
       sendos halcones en los puños, campo
       a través, contra el tiempo de la muerte,
       a favor de la vida y el verano,
       contra cerrojos, contra cicatrices,
       contra el silencio, contra el desamparo,
       contra esos templos donde se refugian,
       ávidos de mentiras, los malvados,
       tú y yo solos en busca de emociones,
       medievales y eternos, a caballo,
       rumbo a ninguna parte, mientras brota
       la orquídea de la noche a cada tranco
       y queda atrás, hundiéndose en el polvo,
       la borrosa silueta del ocaso,
       tú y yo por los países de la bruma,
       picando espuelas, dos enamorados
       que unen sus corazones en la fronda
       donde alumbran, gloriosos, los relámpagos,
       y cabalgan oscuros por lo oscuro,
       como un rey y una reina destronados "

          Luis Alberto de Cuenca.

          ( Foto de George Pitts )

a irmandade dos escravos na igreja dos franciscanos