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domingo, 9 de setembro de 2012

Nausícaa...



   

    " El mar de Homero ríe para ti,
      que te acodas desnuda en la baranda
      en busca de aire fresco, con la copa
      de néctar en la mano, mientras vienen
      y van los invitados por la fiesta
      que has dado en el palacio de tu padre.
      El aire puro inunda tus pulmones
      y el néctar se te sube a la cabeza.
      Llega entonces el hombre de tu vida
      a la terraza. Es una hermosa mezcla
      de fortaleza y sabiduría.
      Ulises es su nombre. Tú no ignoras
      que pasará de largo. Ya soñaste
      su desdén tantas veces... Pese a todo,
      el brillo de tus ojos insinúa :
      " No me canso de verte ". Y tus oídos
      reclaman  : " Háblame, dame palabras
      para vivir". Y con el sexo dices :
      " Dueño mío, haz de mí lo que te plazca ".
      Todo es entrega en ti, dulce Nausícaa.
      Pero él está aburrido de la fiesta,
      perdido en el recuerdo de su patria,
      y no se fija en ti, ni en ese cuerpo
      de diosa acribillado de mensajes
      que nunca llegarán a su destino "

         Luis Alberto de Cuenca.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brigitte - Battez vous


Popout

(Ouvia-a hoje na rádio e o refrão já não me sai da cabeça! )

Battez-Vous

Faites-vous la guerre pour me faire la cour
Maintenant battez-vous
Soyez gangsters, soyez voyous
Maintenant battez-vous
Toi mon tout, mon loubard
Tu serais mon lascar superstar


J’ai tellement besoin d’amour
De tes bras, de ta voix de velours


Sortez les dollars et les bijoux
Mettez-vous à genoux
Dans la Jaguar, dans la gadoue
Mettez-vous à genoux
Toi mon tout, mon loubard
Tu serais mon lascar superstar


J’ai tellement besoin d’amour
De tes bras, de ta voix de velours


J’ai tellement besoin d’amour
Tu ferais de moi ta belle de jour
Je rêve d’un king de kidnapping
De quitter mon pauvre living
Je veux du swing et du bling bling
Et que le meilleur gagne sur le ring
Toi mon tout, mon loubard
Tu serais mon lascar superstar

Moi j'ai si peur dans le noir

J’ai tellement besoin d’amour
De tes bras, de ta voix de velours

J’ai tellement besoin d’amour
Tu ferais de moi ta belle de jour
J’ai tellement besoin d’amour


Hey, maintenant battez-vous

Os instrumentos financeiros derivados


Popout

Chamaram-me a atenção para a entrevista acima colocada, dada por António Borges à BBC sobre os hedge funds. É bastante interessante ver a entrevista onde a defesa intransigente efectuada por António Borges da ausência de regulação destes produtos é completamente arrasada pelo entrevistador. É pena que a maior parte dos jornalistas televisivos portugueses não adopte este estilo incisivo de entrevistas, preferindo um estilo respeitador e até subserviente. O resultado é deixarem o entrevistado fazer afirmações extraordinárias, as quais não lhes suscitam sequer um comentário, quanto mais uma réplica.

O meu primeiro contacto com os intrumentos financeiros derivados foi na década de 90 quando me pediram colaboração para a preparação da legislação que estabeleceu o regime da tributação destas figuras. Tive então que estudar a fundo figuras como os futuros, os forwards, as opções e os swaps e a sua utilização para fins de especulação, cobertura e arbitragem. Já na altura fiquei perplexo com o elevadíssimo grau de risco que implicam estes produtos, o que levava a que para mim não passassem de contratos de jogo e aposta, apesar da sua qualificação geral como compra e venda de produtos financeiros. A meu ver, o investidor que adquire este tipo de produtos tem exactamente o mesmo comportamento daquele que aposta o dinheiro da empresa em Las Vegas, com a diferença de que em Las Vegas até normalmente perderá muito menos. Foi por isso com estranheza que na altura soube que estes produtos estavam a ser altamente usados na economia e que até no sector público se faziamswaps de dívida.

O que se passou em 1994, quando Nick Leeson conseguiu levar à falência o Barings Bank, uma instituição bancária com mais de 200 anos, perdendo na bolsa de derivados de Singapura 1,4 biliões de dólares, o dobro do valor do banco em bolsa, deveria ter servido de aviso a toda a gente para regular seriamente este tipo de produtos, limitando drasticamente a sua utilização. Nada disso se passou. Nick Leeson foi preso, servindo de bode expiatório, e este tipo de negócios continuou a fazer-se alegremente, permitindo o colapso total do sistema financeiro com a queda do Lehman Brothers. Não me admirou nada que ele na altura tivesse escrito este artigo perguntando a razão por ter sido o único preso por ter tomado a decisão de investir nestes produtos. Faz lembrar um programa cómico brasileiro da televisão de há muitos anos, em que se prendia um macaco por cometer um crime que estava generalizado. Ele, quando entrava na prisão e olhava para as celas todas vazias, perguntava ao carcereiro: "Mas só sou eu? Cadê os outros?".

É por isso com a maior perplexidade que vejo o surgimento de uma notícia como esta, da qual ninguém fala. Será possível que ninguém tenha ainda aprendido nada com o que se passou?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012


“50 livros que toda a gente devia ler”

No dia 18, o suplemento Actual do Expresso apresentou uma lista de 50 livros essenciais, imperfeita e incompleta como todas as listas.
Eis as obras seleccionadas:
Odisseia, Homero
Dom Quixote, Miguel de Cervantes
Crime e Castigo, Fiódor Dostoievski
Moby Dick, Herman Melville
Guerra e Paz, Lev Tolstoi
Macbeth, William Shakespeare
Os Miseráveis, Victor Hugo
Madame Bovary, Gustave Flaubert
A Montanha Mágica, Thomas Mann
O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald
1984, George Orwell
O Monte dos Vendavais, Emily Brontë
Ulisses, James Joyce
Os Maias, Eça de Queiroz
Poesia, Álvaro de Campos
A República, Platão
Confissões, Santo Agostinho
Divina Comédia, Dante
Ensaios, Montaigne,
Candide, Voltaire
O Vermelho e o Negro, Stendhal
O Som e a Fúria, William Faulkner
O Processo, Kafka
Terra Sem Vida, T.S. Eliot
O Ofício de Viver, Cesare Pavese
À Espera de Godot, Samuel Beckett
Poeta em Nova Iorque, Federico García Lorca
O Homem Sem Qualidades, Robert Musil
Tristram Shandy, Laurence Sterne
O Coração das Trevas, Joseph Conrad
Retrato de uma Senhora, Henry James
Elegias de Duíno, Rainer Maria Rilke
Obra Poética, Sophia de Mello Breyner Andresen
Quando tudo se desmorona, Chinua Achebe
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow
Poesia, Ungaretti
Ficções, Jorge Luis Borges
O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago
A Vida Modo de Usar, Georges Perec
Rayuela – O Jogo do Mundo, Julio Cortázar
As Ondas, Virginia Woolf
Lolita, Vladimir Nabokov
Debaixo do Vulcão, Malcolm Lowry
Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
Auto-da-Fé, Elias Canetti, Cavalo de Ferro
Austerlitz, W. G. Sebald
Os Detectives Selvagens, Roberto Bolaño
Se Isto é um Homem, Primo Levi
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
Submundo, Don DeLillo
Pela internet fora, não faltou quem apontasse lacunas, falhas e ausências graves a esta lista, o que é perfeitamente compreensível. Qualquer lista de 50 títulos teria forçosamente lacunas, falhas, ausências graves, e não há nada pior do que uma lista unânime. Nesta, a preponderância vai para os clássicos, as obras que já passaram o teste do tempo e entraram para aquilo que se convencionou chamar o cânone ocidental. Mas também não nos coíbimos de fazer escolhas pessoais. A ideia foi lançar propostas de leitura que nos parecem válidas (e os livros até podem ser encomendados online na Wook, que aproveitou a boleia para os disponibilizar a preços especiais) mas não únicas.
Se quiserem prolongar o debate na caixa de comentários, são bem-vindos. Que livros acrescentariam e que livros retirariam da lista?


     " Poemas metafísicos " de Aleixandre,

    " No eres tú quien lo dice.
      Vive el que muere y calla el que ha vivido.
      Mucho saber no es conocer. Te brillan
      los ojos, pues nada sabes.
      La juventud luciendo entre olas.

      Solo los cuerpos arrasados velan
      o mueren en el mar. Solo el amor los crea.

      De nuevo entre las olas nace el mundo "

         Vicente Aleixandre ( 1898-1984 )

         ( Foto de Yoshiyuki Iwase )

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